Consultoria de analytics dedicada a contribuir com o processo de gestão, análise, desenvolvimento, inovação e tomada de decisão no departamento de futebol.
Dados sobre uma partida que ficou marcada na história do futebol.
A Equipe A finalizou mais e teve mais escanteios. Do outro lado, foi o goleiro da Equipe B quem mais trabalhou.
Volume. Quantas vezes a equipe chutou, quantas vezes cruzou, quanto tempo ficou com a bola. Números que descrevem a partida sem explicar por que ela terminou assim.
O packing conta quantos adversários cada ação elimina. A Alemanha superou o Brasil largamente nesse indicador: cada passe alemão tirava linhas inteiras do caminho. Nenhuma linha do slide anterior enxerga isso.
Não é sobre quantas ações a equipe faz. É sobre o que cada ação resolve. Essa diferença é o que o analytics passou a medir.
Uma única partida gera uma base de aproximadamente 65 mil linhas e 200 colunas. Uma temporada inteira não cabe mais em planilha nem em observação.
O mercado global de sports analytics é estimado em US$ 5,3 bilhões em 2026, com projeção de US$ 17,9 bilhões até 2031. O futebol é o maior segmento.
Dado virou infraestrutura, não diferencial. A pergunta deixou de ser se vale a pena e passou a ser quanta vantagem já foi perdida.
LFCMontou um departamento de pesquisa em 2012, liderado pelo físico Ian Graham ao lado de Michael Edwards. O modelo pesou na escolha de Klopp e nas contratações de Salah, Mané, Robertson e Van Dijk. Resultado: Champions League e o primeiro título inglês em 30 anos.
BHAComprou Moisés Caicedo do Independiente del Valle por cerca de £4 milhões e o vendeu ao Chelsea por £115 milhões, recorde do futebol britânico. O modelo achou o jogador onde ninguém estava olhando.
BFCSubiu à Premier League sem dono bilionário, comprando pelo que o modelo indicava e vendendo muito acima. Virou referência mundial de recrutamento orientado a dados.
FCMMatthew Benham assume em 2014 e o clube conquista o primeiro título dinamarquês da sua história em 2015, com recrutamento por modelo e especialização em bola parada.
O denominador comum não é orçamento. É método: decidir a partir de evidência, de forma repetível, em vez de decidir a partir de impressão.
Segundo o CIES Football Observatory, são 1.455 jogadores brasileiros atuando em 135 ligas pelo mundo, à frente de França (1.275) e Argentina (1.016). Nenhum outro mercado exporta tanto atleta.
A decisão de maior impacto financeiro do clube segue sendo tomada com planilha, vídeo e opinião. É exatamente aí que existe espaço para ganhar vantagem antes que ela vire commodity.
O clube que compra só a de cima recebe telas e nenhuma mudança de comportamento.
O software responde o que está acontecendo. A consultoria responde o que fazer com isso, e é ela que o clube não consegue contratar por assinatura.


Achar o jogador certo resolve metade do problema. A outra metade é saber se ele cabe.






É o único momento em que a bola para e as equipes se equiparam. Não depende de elenco caro, depende de rotina treinada.




No fundo, bola parada é busca de espaço para finalizar. Duas equipes podem ter o mesmo número de escanteios e resultados opostos, porque a diferença está na rotina escolhida e em quem ganha o primeiro contato. É esse espaço, e como gerá-lo, que o sistema coloca na mesa do treinador.
Exemplo ilustrativo do método. Quem teve o valor melhor que o adversário naquele jogo venceu a métrica; a base da liga é 36,7% de vitória e 63,3% de não perder.
79% de vitória quando a equipe vence em ameaça gerada e em pressão na saída do adversário. Isoladas, 54% e 52%.
7% para 79% conforme a equipe bate de uma a cinco metas no mesmo jogo.
Pressionar mais, ter mais a bola e ganhar mais duelo podem ser sintomas de quem está atrás no placar. Sem essa leitura, o clube treina a coisa errada a semana inteira.
Finalizado. Da necessidade do elenco ao time sombra aprovado.
Finalizado. Orçamento, folha, caixa e simulação de cenários.
Finalizado. 981 métricas, drivers, metas e análise de jogo.
Finalizado. Escanteios e faltas, ofensivo e defensivo.
As metas coletivas desdobradas por atleta. Cada jogador passa a ter um plano de desenvolvimento individual com indicadores próprios, acompanhados jogo a jogo. O atleta entende o que precisa entregar para o coletivo bater a meta, e o clube ganha um instrumento objetivo de conversa, de renovação e de valorização de ativo.
Carga, tracking físico e lesões conectados ao desempenho e ao valor do ativo.
Implementação padronizada, instalável em qualquer equipe sem projeto sob medida.
Contratos, folha, comissões e base sobre uma única fonte de verdade.
Cada frente move uma linha do resultado: receita de transferência, custo de folha, dias de atleta disponível e pontos conquistados. Não é ganho de produtividade de uma área. É o desempenho esportivo e financeiro do departamento inteiro.
Acesso completo, com dados reais (confidencial). Não é protótipo: é o produto rodando.

O Flamengo fechou com a SportAnalytics, o Athletico-PR anunciou parceria plurianual com a Gemini Sports e o Palmeiras montou setor próprio com Opta Vision. Ao menos 11 clubes da Série A já têm departamento de dados estruturado.
Esses contratos giram entre R$ 1 e 5 milhões por ano, em geral com plataformas simples, sem data lake e sem cobrir todas as frentes apresentadas aqui.
Com Impect e SkillCorner, os dois sistemas entram praticamente plug and play em cerca de 30 dias. Com outras fontes, de 30 a 90 dias. Tudo customizável e personalizável por clube.
Impect, SkillCorner, Hudl, StatsBomb e Catapult são contratadas diretamente pelo clube, entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão por ano cada. A consultoria pode abrir uma linha de receita de intermediação entre essas plataformas e os clubes.
Os clubes já gastam cerca de R$ 400 mil por ano com sistemas de gestão. Uma implementação de data lake, conforme a complexidade, pode chegar a alguns milhões de reais. Duas frentes de receita futura sobre a mesma base instalada.
Agentes e empresários precisam de leitura de mercado para precificar atleta. Emissoras de TV querem análise de jogo com dado de verdade para qualificar a transmissão. E, fora do Brasil, existem ligas com muito dinheiro e nenhuma estrutura de analytics, com destaque para o Oriente Médio. Nada disso concorre com a consultoria: complementa as outras frentes já atendidas por ela, como finanças e gestão, sobre a mesma base de clientes.
A consultoria leva ao portfólio um serviço pronto, em produção e com dados reais. Eu entro na estrutura e o ganho cresce junto com a carteira.
Dedicação integral à frente de dados: implantação nos clubes, análise, evolução dos produtos e formação da equipe interna da consultoria.
Percentual sobre cada contrato de plataforma fechado. Todo mundo ganha quando a carteira cresce, e eu sigo motivado a criar e desenvolver mais o produto.
Implantar os dois sistemas em um primeiro clube e provar o valor na operação real do departamento de futebol.
Refinar produto e processo de entrega com o aprendizado dessa primeira implantação, já com o clube usando no dia a dia.
Levar o mesmo pacote para os demais clubes da carteira, agora com case, método e material de venda prontos.
Rafael Carneiro · rafacarneiro.alr@gmail.com